Sejam bem vindos ao novo normal!


Estamos passando por momentos difíceis.

A doença é traiçoeira, e tão cruel quanto o vírus são as restrições que nos foram impostas. O distanciamento social, por exemplo, é absolutamente contrário ao nosso instinto.

Na carona, vem o medo, a preocupação, a incerteza e tantos outros sentimentos não muito positivos. Mas o novo normal, além das máscaras, nos trouxe também um cuidado maior com a gente mesmo, com os nossos e com todos que estão à nossa volta. E esse cuidado está longe de estar restrito ao álcool em gel ou a maior atenção com a higiene. O novo normal também nos fez olhar para questões que tinham sido colocadas debaixo do tapete.

De certa forma, trouxe luz para as nossas vidas, à medida que nos fez repensar o que é necessário, o quem tem realmente importância, e valorizar o que não tem preço: o convívio, a proximidade, as relações verdadeiras e tudo o que elas proporcionam. Quando nos permitimos olhar para a nossa realidade de forma mais abrangente, especialmente para as situações que particularmente mais nos incomodam ou preocupam, somos capazes de ver o contexto geral, notar padrões e relações que antes passavam despercebidas.

Quando alcançamos essa capacidade de reexaminar uma determinada coisa ou situação, é possível experimentarmos a sensação de que se está vendo essa mesma coisa ou situação pela primeira vez. No livro "Uma Pergunta Mais Bonita", de Warren Berger, essa questão é colocada de uma forma muito interessante. De maneira oposta ao deja-vu, que acontece quando se vai para um lugar onde nunca se esteve, mas mesmo assim lhe parece familiar. O vuja de é exatamente ao contrário, ocorre quando você olha para algo familiar e de repente o vê sob um novo ponto de vista. É como se abrisse um leque de novas possibilidade. Diante de tudo o que estamos vivendo, exercitar a capacidade de olhar de forma diferente para a nossa realidade e para as restrições que nos foram impostas pode ser um caminho interessante. A partir desse novo olhar, é possível identificarmos não só novos caminhos, mas novas formas de se percorrer caminhos que, inevitavelmente, temos que seguir.

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